1 de janeiro de 2014

A gente morre. E quer saber o que a gente leva da vida, quando morre? Porra nenhuma. A gente só deixa. Acha que, no final, vai levar tuas cicatrizes? Sejam emocionais ou físicas. Não, né? ENTÃO PRA QUE TANTO MEDO DE VIVER?

2 de julho de 2013

Revele-se


Hoje foi um daqueles dias em que eu não paro de pensar filosoficamente, tentando entender tudo e imaginando um sentido pra cada coisa. Talvez seja porque estou na TPM, não sei. 
Eu sempre gostei muito de escrever, no entanto nunca levei jeito pra coisa. Quando criança, vivia criando poemas que eu achava que mudariam o mundo e que fariam as pessoas valorizarem mais seus sentimentos e o meu também. Eu os lia e relia para todos que quisessem - e até mesmo não estivesse muito animados em ouvir - apreciar a minha, para mim, obra de arte.
Quando, na escola, algum professor pedia para que nós fizéssemos uma poesia eu já logo me animava pois sabia que poderia fazer com a maior facilidade e fazer aquilo ficar do jeitinho que eu gostava: sentimental e catastrófico. Pois é, meus poemas eram, a grande maioria, de um amor acabado de forma amarga - eu tinha uma imagem um pouco não boa dos grandes romances, sabe-se lá porque uma criança pensava assim.
Mas enfim, acabei descobrindo que meus poemas de nada valiam, se não para ficarem guardados na gaveta - tenho certeza que se procurar bem, acabo encontrando esse maldito caderno de versos.
Hoje escrevo pra mim mesma, acho que as pessoas que escrevem poesias tem um fim trágico de solidão (porque será?). Eu me interesso muito ainda por estrofes com palavras bem colocas, mas hoje descobri que o que me compões não são rimas jogadas e sim números exatos. 
Nunca deixei de escrever - até hoje tenho um diário; meio infantil talvez? Quem sabe.- mas sei que essas coisinhas que me dizem que me informam as horas e o quanto eu estou pesando é o que eu procurava enquanto escrevia. 
Percebi que para fazer poesias eu calculava as rimas como ninguém e usava os números para fazer uma composição master.
Demorei tanto pra enxergar isso que me parece obviamente retórico - como essa junção de palavras -. Muitas vezes esperamos que tudo esteja na nossa cara, mas quer saber, nada está. A minha paixão por números estava escondida em textinhos com rimas e mesmo assim esperei anos pra descobrir. Nos filmes que você assisti, nas músicas que você ouve, nos seus pratos favoritos e até na escolha do caminho que você faz pro trabalho/escola... O que estão escondidos atrás de suas manias? O que está escondido atrás de você? Não me refiro a números ou poesias. Você sabe muito bem. O que você tem pra mostrar? O que está para revelar para o mundo? Não sabe? Encontre, está tudo adormecido em você; simplesmente desabroche.

1 de julho de 2013

Quero direito a tristeza

Este mundo pós-moderno em que vivemos parece não nos abastecer complemente, pois, sejamos sinceros, quem não sente aquele vazio de vez em muitas vezes? Toda essa necessidade de parecer ser feliz o tempo todo, toda hora, sempre e muito; pra quê? Me parece tão sem sentido já que temos todos fraquezas/problemas/ tristezas/decepções.
Caramba, é tudo tão difícil e ainda temos que aguentar tudo sorrindo como se fosse a melhor massagem nos pés que já recebemos? Por favor, né.
Eu sei que ninguém é obrigado a ficar vendo a nossa cara de mal humor em alguns dias, mas sejamos realistas e por favor assumam que dias ruins são normais. Quem não tem? Aquele dia em que você brigou com seu/sua parceiro/a, virou o pé na calçada, quase bateu o carro, levou xingo do chefe por chegar atrasada e ainda encontrou aquela fila gigantesca na hora no almoço. Não parece complô?
Acredito que deveria estar na constituição que todos tem o direito de ficarem tristes, talvez, quem sabe, assim as pessoas deixariam toda essa falsa alegria de lado. Claro que não quero também andar nas ruas e ver no rosto de todos um olhar caído e uma boca fechada, no entanto, que sejamos espontâneos. Viver em um mundo onde não sabemos nem se a pessoa está realmente bem parece um pouco fantasmagórico demais.
Não obriguemos aos outros felicidade constante, mas permitiremos-os liberdade de expressão. A cura de uma tristeza nem sempre é a solidão e sim a companhia. Pense!

30 de junho de 2013

Passaremos

A vida nos testa: todos já sabem. Mas acho que, na verdade,  é isso o que nós dizemos pra nós mesmos quando estamos em um momento ruim. É um modo de mantermos a calma e pensar que tudo vai acabar bem, utopia. Porém, como nem sempre tudo acaba como esperamos, o pior acontece quando o destino parece ser certo, quando o caminho parece ser somente um e fim. Quando parece que o final vai ser o pior e não temos outra alternativa se não segui-lo. Triste. Sabe, a minha pouca idade me ensinou que mesmo o caminho sendo um, existem 'éne' modos de se caminhar por ele, e é isso que faz a total diferença. Encarar a realidade com a esperança de uma criança é sempre necessário. O mundo nos testa e nós havemos de passar nesta prova!

24 de março de 2013

Me falta... ou talvez seja saudade

"Preciso de contar uma coisa", essa frase não é nada rara. Tão bom quando a gente tem alguém pra quem podemos contar tudo e que podemos confiar. Um amigo. Indispensável, não? Sem um amigo a gente meio que fica sem um pedacinho da gente. Ou melhor: parece que a gente vai ficando meio cheio demais. Cheio de alegrias que não foram compartilhadas, de tristezas que não foram divididas, de problemas que ficaram nos corroendo por dentro, das tardes que passamos sozinhos sem ter ninguém pra fazer companhia. Um amigo é como se fosse uma peneira, ele tira da gente as coisas ruim e nos deixam leves como novos.
Amigo é aquele complemento nosso, aquele irmão de sangue diferente que a gente trata como se fossemos nós mesmos. É a companhia da noite chuvosa e triste. É a companhia na festa badalada.
Eu já tive amigos, já soube o que é ter um, mas por obra do destino ou do acaso todos se foram. Ou se mudaram ou simplesmente deixaram de ser amigo. Hoje eu explodo um pouquinho todos os dias. Hoje eu choro pra desabafar tudo o que não consigo no pensamento. Hoje uso a sorte pra substituir os conselhos. Hoje não me sinto eu. Me falta o outro pedacinho de gente que eu deixei de ser, de ter. Me falta... ou talvez seja saudade dos que se foram. Não sei. Só sei que preciso de alguém, um alguém amigo, amigo pra vida toda.

22 de março de 2013

Ninguém é feliz sozinho

 Você se acha independente? Muita gente diz que sim, mas você realmente é? Engraçado como nos vimos exatamente como queremos ser vistos, mas não como realmente somos. Você consegue viver a sua vida sem ajuda de ninguém, paga suas contas, tem a sua casa, faz tudo o que tem que fazer sozinho? Então você diria que é independente, certo? Você toma decisões sem a intromissão de outros e não precisa de permissão para ir à esse ou aquele lugar, então se diz independente, acertei? Mas será que ser independente é isso mesmo? Eu, por exemplo, não sou independente. Ao contrário: sou completamente dependente. Não dependente para ir e vir, para tomar decisões ou ter uma vida boa; sou dependente para sentir. Eu não dou uma gargalhada se alguém não me contar uma piada; eu não choro se alguém não me fizer triste; não dou pulos de alegria se alguém não me contar uma  novidade agradabilíssima; enfim, não faço nada sem os outros. Eu dependo da minha mãe para sentir que alguém se preocupa comigo quando recebo aquele telefone no meio da tarde perguntando se está tudo bem, mesmo quando nada acontece. Eu dependo dos meus amigos pra poder rir com a história de cada um deles. Dependo do meu cachorro pra me sentir livre quando brinco no meio da sala e até mesmo estragamos alguma coisa. Sou dependente, completamente, pra me sentir viva. É cada uma dessas dependências que me faz humana da forma que sou, é em cada um desses pequenos corações onde eu guardo um pouquinho de mim e dependo delas pra poder me sentir eu. Ninguém é feliz sozinho, ninguém vive sem ninguém. Agora me responda, você ainda é independente?

2 de março de 2013

Pra você, por você.

Eu queria muito estar aqui fazendo um daqueles textos sobre amor e bla bla bla. Na verdade esse é um texto sobre amor, mas um amor realista. Sabe em que eu penso quando estou la no meio daquela aula chata de física? Penso em sair de lá pra encontrar você. Antes de cair no sono de noite, eu penso em dormir rápido pra encontrar com você no dia seguinte. É estranho como a gente se entrega tão fácil quando ama, não é? Mas não é disso que eu vim falar. Estou aqui pra pedir desculpas. Desculpas por não ser quem você esperava que eu fosse: aquela garota perfeita dos sonhos de todo homem. Eu até tentei no começo, mas vi que não era pra mim. Desculpe por te fazer aguentar todas as minhas birras, minha TPM, minhas bobeiras, minhas crises. Eu juro que nunca é minha intenção ficar brava com você de verdade. Mas sabe o que mais me entristece, amor? É, às vezes, pensar que eu estou te perdendo. Aos poucos. É horrível te imaginar com outra garota, dizendo as mesmas palavras que diz pra mim. Isso me dói tanto que até gotas de lagrimas pulam de mim por não aguentarem mais ficar aqui. Desculpe por não ser perfeita, ta? Só achei que você deveria saber que eu não sou igual a todas aquelas outras com quem você costumava ficar, mas que, ao contrario delas também, eu te amo com uma intensidade que elas não entenderiam. Hoje me perguntaram se eu me imagino sem você, me deu uma vontade de chorar e acabei respondendo um “não, nunca” meio tremido. Nunca acreditei nessa coisa de destino, mas quando me lembro da gente isso não parece tão absurdo assim. Você é o melhor erro que eu já cometi e repetiria isso quantas vezes fosse preciso. Errar é aprender e eu... Eu aprendo com você.